
Teratoma no ovário: causas, sintomas e tratamento
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O teratoma no ovário é um tumor benigno na maioria dos casos, e chama a atenção por causa de seu conteúdo. “Às vezes, o tumor pode conter diferentes tipos de tecido, como ossos, dentes, cabelo e gordura”, afirma Geraldo Caldeira, médico ginecologista e obstetra.
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Causas do teratoma no ovário
A princípio, o teratoma no ovário é de origem congênita. “Ou seja, o tumor começa a se desenvolver quando a mulher é ainda um bebê. Por crescer de forma lenta, é comum ser descoberto apenas na infância ou na fase adulta”, explica o médico.
Tipos de teratoma
Teratoma maduro (cisto dermoide)
Normalmente benigno, é o mais comum de todos — mais de 95% dos casos equivalem a esse tipo de teratoma. Pode ser pequenino ou atingir grandes proporções.
Teratoma imaturo
Embora seja raro, trata-se de um tumor maligno. Estima-se que 1% das mulheres diagnosticadas possuam o teratoma imaturo, que leva esse nome devido ao estágio inicial de crescimento das células cancerígenas.
Struma ovarii
Também de natureza benigna, o struma ovarii ou teratoma altamente especializado é formado por tecido da glândula tireoide. Dessa forma, ele produz hormônios como a tireoide e pode causar hipertireoidismo.
Sintomas do teratoma no ovário
Em geral, o teratoma não dá sinais de sua presença. Principalmente se for pequeno, e só é notado durante um exame de rotina. Contudo, seu tamanho grande pode causar distensão abdominal e pressão ou sensação de peso na pelve. Além disso, há o risco de rompimento ou torção, duas situações que provocam dor aguda na mulher.
Diagnóstico
Antes de mais nada, é fundamental ir ao ginecologista para consultas frequentes. Assim, é possível identificar precocemente problemas como o teratoma no ovário. O médico realiza o exame de toque e apalpa o abdômen para verificar inchaços e desconfortos da paciente. Após a análise clínica, solicita o ultrassom transvaginal, exame de imagem que ajuda a detectar cistos e aumento de tamanho do útero e ovário. “Vale ressaltar que o teratoma costuma ser bilateral. Logo, é importante observar o outro ovário e se há alterações que indicam outro cisto”, acrescenta. Além do ultrassom, o especialista pode pedir uma ressonância magnética, caso haja dúvidas sobre o diagnóstico.
Tratamento do teratoma de ovário
Caso o teratoma seja pequeno e monitorado por um médico, não há problema em mantê-lo. Mas se o tamanho do teratoma for mais de 3 cm, a intervenção cirúrgica é a melhor forma de eliminar o teratoma. “Geralmente por meio da laparoscopia, procedimento em que fazemos o ressecamento do teratoma”, comenta Caldeira. A laparoscopia é uma cirurgia minimamente invasiva, e se a mulher estiver em idade reprodutiva, há o cuidado de preservar os ovários para uma futura gestação. No caso de tumores malignos, além da retirada, é necessário realizar o tratamento com quimioterapia ou radioterapia para evitar a metástase das células cancerígenas.
Mas o que acontece se o teratoma não for tratado?
Apesar da maioria ser benigna, o teratoma pode atrapalhar os planos de uma gravidez desejada. Conforme o tumor cresce, seu tamanho compromete a reserva ovariana, e torna-se mais difícil conceber um bebê. Além disso, se o tumor for maligno, é necessário retirá-lo rapidamente para evitar a disseminação para outras áreas do corpo.
Fonte: Geraldo Caldeira, ginecologista e obstetra membro da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia); médico do Serviço de Reprodução Humana do Hospital e Maternidade Santa Joana.
