Síndrome do Impostor: O que é e como evitar
Você sente constantemente que não é bom o suficiente? Ou, quando recebe elogios, fica pensando se realmente é verdade? Se sua resposta for positiva, pode ser que sofra de síndrome do impostor.
A síndrome do impostor se caracteriza pelo sentimento de inferioridade ilusória. Assim, quem sofre desse transtorno acha que tem capacidade reduzida, subestimando suas habilidades.
Costuma ser comum em ambientes como o trabalho. Principalmente para quem possui profissões competitivas, como atletas, artistas e empresários, ou em áreas que a pessoa é testada e avaliada a todo momento. Mas, a síndrome também se manifesta em outros contextos, como no convívio social.
Segundo a psicóloga e escritora Rosangela Sampaio, de São Paulo, ela pode se manifestar por diversas razões. Como a classe social de uma pessoa, a maneira como ela foi criada ou até mesmo questões que esteja vivenciando em um determinado momento da vida. Entretanto, a comparação é a principal causa.
Assim, quem sofre de síndrome do impostor costuma ser perfeccionista, tem um enorme medo do fracasso e constantemente inibe suas próprias conquistas. Contudo, isso pode ser debilitante, causar estresse, ansiedade e vergonha, bem como uma baixa autoestima.
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Como não se deixar levar por comentários maldosos?
Comentários maldosos estão em todos os lugares e vêm das mais diversas pessoas. O importante é não absorver as pressões externas e não levar para si. Dessa maneira, siga as dicas da psicóloga para lidar com esse tipo de cenário:
- Traga à tona o que você tem de melhor;
- Isole os eventos negativos em vez de generalizá-los;
- Por fim, exercite o autocontrole, pois reagir de forma emocional às contrariedades é uma ótima maneira de aumentar o estresse.
Como superar a síndrome do impostor
O recomendado é refletir sobre os sentimentos e como gerar mais emoções positivas, engajamento e aceitação durante o tratamento, sentido de vida, realizações e relacionamentos positivos.
Com isso, a especialista defende uma mudança de dentro para fora, com uma busca pela pessoa que se deseja ser. “Ou seja, o ‘eu ideal’ é um dos conceitos abordados por Richard Boyatzis e Annie MacKee na teoria da Mudança Intencional. Mas, segundo os autores, uma mudança sustentável tem como ponto de partida a descoberta da pessoa que realmente queremos ser”, detalha.
Assim, um estudo conduzido por Boyatzis com a utilização de ressonância magnética (Science Daily, 2010) demonstrou que o foco no ‘eu ideal’ (o que ocorre, por exemplo, quando uma pessoa passa 30 minutos falando de sua visão pessoal e de seus desejos) produz uma intensa estimulação do córtex visual. “Ou seja, trata-se de uma área do cérebro associada ao processamento visual da imaginação que, ao ser estimulada, desencadeia um processo crucial para motivar o aprendizado e a mudança comportamental.” finaliza.