
Histerossalpingografia: o exame que investiga infertilidade
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Apesar do nome complicado, a histerossalpingografia é um exame relativamente simples que verifica alterações no útero e nas tubas uterinas. O procedimento investiga infertilidade conjugal.
Exame histerossalpingografia: como é feito
De acordo com o ginecologista especialista em reprodução humana Dr. Fernando Prado, a histerossalpingografia é um exame de raio-x do útero e das tubas uterinas feito com contraste. Com um espéculo vaginal, as paredes da vagina são abertas. É colocado um cateter de plástico flexível dentro do colo do útero até a entrada da cavidade uterina. Através do cateter, é injetado o contraste a base de iodo e esse líquido faz o preenchimento da cavidade uterina por dentro da cavidade endometrial, passando pelas trompas uterinas e caindo dentro da pelve.
“O contraste iodado faz o mesmo trajeto que os espermatozoides fariam durante uma tentativa de uma gravidez natural. Então, com a revelação do raio-x nas chapas, é possível saber se nesse caminho existe alguma alteração, obstáculo ou obstrução que o espermatozoide teria dificuldade de ultrapassar para encontrar o óvulo, fertilizá-lo e formar os embriões”, explica o médico.
“E a histerossalpingografia dói?”: é a pergunta que toda mulher submetida ao exame costuma fazer. De acordo com o especialista, no entanto, o exame não causa dor ou desconforto caso seja feito da maneira correta e com rigor técnico. “O importante é não usar um cateter de metal e nem pinça para beliscar o colo do útero. E o ideal é aquecer o contraste para que a paciente não tenha contração muscular, o que causa dor”, explica Dr. Fernando Prado.
Por que fazer histerossalpingografia
A histerossalpingografia é solicitada quando está sendo feita uma investigação da infertilidade conjugal, quando há suspeita de que exista alguma coisa dentro da cavidade uterina, ou nas tubas uterinas, que possa atrapalhar uma gravidez natural. Além disso, esse é um exame que pode ser utilizado para fazer um diagnóstico de alterações dentro do útero, mesmo quando a mulher não quer engravidar. Isso porque o procedimento consegue mostrar algumas imagens que podem corresponder a miomas ou pólipos.
“O exame também serve para verificar uma eventual alteração nas trompas que são compatíveis com algumas doenças, como endometriose ou uma sequela de doença inflamatória pélvica”, completa o ginecologista.
Preparo para o exame
Não é necessário estar em jejum para realizar o procedimento. O único pedido que os médicos fazem é um preparo de intestino no dia anterior, usando algum laxante leve, ou mesmo uma dieta mais laxativa, para que gases e fezes não atrapalhem na interpretação das imagens do raio-X.
Por fim, vale lembrar que a histerossalpingografia deve ser feita em um período específico do ciclo menstrual. Pois, o exame não pode ser feito depois que a mulher ovular, porque é preciso ter certeza que ela não está grávida devido ao procedimento invasivo e uso de contraste. Assim, o ideal é fazer fora do período menstrual. Logo, o período específico para fazer o exame é entre o 6º e o 10º segundo dia do ciclo.
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Fonte: Dr. Fernando Prado Ferreira, ginecologista e especialista em reprodução humana.
